19 - Complexo Golgiense

19.1. Complexo Golgiense

Também conhecido por aparelho de Golgi ou complexo de Golgi. Ele é composto por uma pilha de vesículas achatadas e vesículas esféricas menores que brotam a partir de suas membranas. Além disso o complexo de Golgi apresenta duas faces, uma Face CIS voltada para o retículo endoplasmático rugoso (RER) e outra face, a Face TRANS voltada para a membrana plasmática (fig. 1).

Figura 1: Esquema representando uma secção de uma célula eucariótica animal. Destacando o Complexo Golgiense, bem como sua face cis (voltada para o retículo endoplasmático) e sua face trans (voltada para a membrana plasmática).

19.2. Funções do Complexo golgiense

Secreção

A síntese de proteínas ocorre no retículo endoplasmático rugoso (RER) graças à atividade dos ribossomos. Transportadas pelo retículo, essas proteínas atingem o sistema golgiense pela face cis, onde são concentradas, modificadas. Por meio de vesículas estas substâncias sairão pela face trans em direção à membrana plasmática, sob a forma de secreção.

Origem dos lisossomos e peroxissomos.

Os lisossomos e peroxissomos, organelas relacionados com a digestão celular e a metabolização de radicais livres. Ambos são produzidos no complexo golgiense da mesma forma que as vesículas de secreção, porém, ao invés de serem direcionadas a membrana plasmática são encaminhadas ao citoplasma

Síntese de glicoproteínas.

As proteínas de membrana e glicoproteínas são sintetizadas pelos ribossomos no retículo endoplasmático rugoso e encaminhadas ao complexo golgiense, dentre as cisternas do complexo monossacarídeos são transformados em polissacarídeos e, a seguir, associados às proteínas, originando as glicoproteínas conhecidas como muco ou mucopolissacarídeos, que aparecem revestindo, por exemplo, internamente o tubo digestório. Estas glicoproteínas podem ainda permanecer na membrana plasmática dando origem ao glicocálice ou glicocalix.

Formação do acrossomo

Na região anterior do espermatozoide (cabeça), aparece o acrossomo, estrutura que apresenta enzimas e é destinada a facilitar a penetração no óvulo, durante a fecundação. O acrossomo é produzido pela modificação do complexo golgiense.

Figura 2: Esquema do espermatozoide destacando cada uma das estruturas formadoras, inclusive o acrossoma.

Referências:

  • JUNQUEIRA, Luis C. & CARNEIRO, J. "Biologia Celular e Molecular". Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1991. 5ª Edição. Cap. 1.

  • OLIVEIRA, Óscar; RIBEIRO, Elsa & SILVA, João Carlos "Desafios Biologia". Editora ASA, Porto, 2007. 2ª Edição. Cap.1.

  • AMABIS, JOSÉ MARIANO; MARTHO, GILBERTO RODRIGUES. Volume 1: Biologia das células – 3. Ed. – São Paulo: Moderna, 2010.

  • NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger: Princípios de Bioquímica. 3ª ed., Sarvier, 2003

  • Krukemberghe Fonseca. «Retículo endoplasmático». R7. Brasil Escola. Consultado em 11 de agosto de 2013

Crédito das imagens:

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Figura 1: Modificado de Mariana Ruiz LadyofHats - https://en.wikipedia.org/wiki/File:Endomembrane_system_diagram_en.svg, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28511645

Figura 2: Por original work: Mariana Ruiz Villarrealderivative work: NunoAgostinho - Complete_diagram_of_a_human_spermatozoa_en.svg, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=11593894