10 - Conceito de célula

10 - A célula

10.1 - Conceito de célula


Citologia é o ramo da Biologia que estuda a célula. Esta é a unidade estrutural e funcional dos seres vivos; constitui a menor porção da matéria viva que pode existir independentemente. Assim, a célula é capaz de produzir seus componentes e, consequentemente, crescer e multiplicar-se. Alguns organismos, como é o caso das bactérias, são unicelulares, ou seja, têm o corpo formado por uma única célula. Mas, na sua grande maioria, os seres são pluricelulares, apresentando o corpo composto por numerosas células. No corpo humano, por exemplo, existem 10 trilhões de células, e a nossa vida depende do bom funcionamento delas.



Quando as células se agrupam, formam os tecidos. O tecido pode ser definido como um conjunto de células semelhantes, adaptadas a uma determinada função. Há quatro tipos básicos de tecidos animais: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. O ramo da Biologia que estuda os tecidos chama-se Histologia.

Os tecidos, por sua vez, geralmente se reúnem para formar órgãos, tais como: estômago, coração, cérebro, pulmões etc. A forma e a estrutura dos órgãos são estudadas em Anatomia.

Os órgãos, trabalhando em conjunto, compõem os sistemas ou aparelhos do organismo. Como exemplos, podemos citar os sistemas digestório, circulatório, respiratório e nervoso. O funcionamento de órgãos e sistemas é objeto de estudo da Fisiologia.


Figura 1 - Representação esquemática de uma célula eucariótica animal.

Um conjunto organizado de sistemas, como um todo, forma um indivíduo ou organismo, conforme se observa no esquema abaixo:


Células => Tecidos => Órgãos => Sistemas => Organismo


10.2 - O descobrimento da célula

A descoberta da célula deu-se após a invenção do microscópio, por Hans e Zacarias Jensen (1590). Robert Hooke, em 1665, apresentou à Real Sociedade de Londres resultados de suas pesquisas sobre a estrutura da cortiça, observada ao microscópio em finos cortes (Fig. 2).

O material apresentava-se forma do por pequenos compartimentos hexagonais, delimitados por paredes espessas; o conjunto lembrava os favos de mel de abelhas. Cada compartimento foi chamado célula (pequena cavidade). Sabe-se, hoje, que o tecido observado por Hooke (súber) era composto por células mortas, em cujas paredes houve depósito de suberina, tornando-as impermeáveis e impedindo as trocas de substâncias (entrada de alimentos e oxigênio, saída de detritos etc.). Após a suberificação e morte do tecido, restam as paredes espessas, delimitando espaços cheios de ar.

Figura 2 - Desenho de um corte de cortiça observado por Hooke no microscópio (Dias & João, 1978)

Referências:

  • JUNQUEIRA, Luis C. & CARNEIRO, J. "Biologia Celular e Molecular". Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1991. 5ª Edição. Cap. 1.

  • OLIVEIRA, Óscar; RIBEIRO, Elsa & SILVA, João Carlos "Desafios Biologia". Editora ASA, Porto, 2007. 2ª Edição. Cap.1.

  • AMABIS, JOSÉ MARIANO; MARTHO, GILBERTO RODRIGUES. Volume 1: Biologia das células – 3. Ed. – São Paulo: Moderna, 2010.

  • NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger: Princípios de Bioquímica. 3ª ed., Sarvier, 2003